
Eu preciso de "arte". Mas não qualquer arte. Uma "arte" no dia-a-dia. Poesia, pessoas, momentos, sons, barulhos... sei lá. Porque nada parece ter mais graça. Ninguém parece interessante.
Sabe quando você olha um quadro qualquer e pensa "Meu Deus...!"? Você sente aquela sensação fluir, te emocionar. Esse é o propósito da arte, provocar sentimentos. Queria olhar ao redor, em qualquer lugar que fosse, e conseguir captar algum pensamento assim, mas nada parece fazer sentido. Nada ultimamente tem aquele ar poético de ser e acontecer. Não há sentimento. Nada consegue emocionar. Não sei se o problema é comigo. Talvez esse "ar poético" nunca tenha existido de fato para o mundo exterior, e seja na verdade fruto da minha mente. Ainda, quem sabe essa realidade tão ordinária e "pobre" em que eu venho vivendo não seja apenas uma conseqüência por descarada falta de amor dentro do peito. Corrigindo, a expressão não é "falta de amor", mas sim uma carência gritante de candidatos à esse amor.
Acho que esta última opção seria a mais aceitável. Contudo, nunca pensei que isso pudesse afetar tanto minha visão do mundo. Isso talvez seja a comprovação de que amor é essencial, sim! Pelo menos pra mim. E se você acha isso muito dramático, meloso, ou sentimental demais, é porque você não sabe com é uma vida com arte, ou não tem noção do que é uma vida com amor.