terça-feira, março 28, 2006

"...
Abre essa janela, a primavera quer entrar
pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar.
Canto e toco um tanto que é pra te encantar.
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
que explique a minha paz.
Tristeza nunca mais.
..."

Flores. flores. flores!
A Idade das Trevas passou, e o mundo voltou a ser um lugar belo e cheio de amor!

segunda-feira, março 20, 2006

Sei que vai parecer um post fútil e um tanto quanto desnecessário, mas me senti na obrigação de expressar para o mundo uma frustração que me atormentou desde São Cristóvão até em casa.
Cordinha para fazer sinal para descer do ônibus é a coisa mais primitiva que existe! Passei alguns minutos a observar isso. Em tempos de tecnologia e modernidade ainda somos obrigados, na maioria das vezes, a puxar um ordinário barbante de náilon que aciona uma campainhazinha mais ordinária ainda para que o motorista ouça um triim e pare o ônibus no ponto. Não sei se é simples falta de pensamentos produtivos que ocupa minha mente ociosa na volta do trabalho, mas seriamente, esse primitivismo me deixou perplexa.

domingo, março 05, 2006

Eu preciso de "arte". Mas não qualquer arte. Uma "arte" no dia-a-dia. Poesia, pessoas, momentos, sons, barulhos... sei lá. Porque nada parece ter mais graça. Ninguém parece interessante.

Sabe quando você olha um quadro qualquer e pensa "Meu Deus...!"? Você sente aquela sensação fluir, te emocionar. Esse é o propósito da arte, provocar sentimentos. Queria olhar ao redor, em qualquer lugar que fosse, e conseguir captar algum pensamento assim, mas nada parece fazer sentido. Nada ultimamente tem aquele ar poético de ser e acontecer. Não há sentimento. Nada consegue emocionar. Não sei se o problema é comigo. Talvez esse "ar poético" nunca tenha existido de fato para o mundo exterior, e seja na verdade fruto da minha mente. Ainda, quem sabe essa realidade tão ordinária e "pobre" em que eu venho vivendo não seja apenas uma conseqüência por descarada falta de amor dentro do peito. Corrigindo, a expressão não é "falta de amor", mas sim uma carência gritante de candidatos à esse amor.

Acho que esta última opção seria a mais aceitável. Contudo, nunca pensei que isso pudesse afetar tanto minha visão do mundo. Isso talvez seja a comprovação de que amor é essencial, sim! Pelo menos pra mim. E se você acha isso muito dramático, meloso, ou sentimental demais, é porque você não sabe com é uma vida com arte, ou não tem noção do que é uma vida com amor.